Ateliê de Escultura Angelus Amy

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

peças à venda para o Natal

Se vc ainda não decidiu o que comprar para presentear no Natal, presenteie com arte!!!
"Ventania" - bronze - 11 X 5 X 5,5 cm


"Mãe" - resina e pó de mármore - 13 X 7 X 5,5 cm

"Torço masculino"  - bronze - 8,5 X 15,5 X 6 cm

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ideia + Modelagem= Criação


Falando um pouco mais sobre o precesso de criação , aqui está a peça de uma aluna, Aline R., que partiu  do logotipo das Olimpiadas 2016. Esta peça foi modelada no barro e depois de pronta, feita uma forma de silicone. Abaixo há foto da peça pronta em resina preta. Como se pode ver o resultado ficou maravilhoso!!!
Parabéns Aline!!!




quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O processo criativo em Ateliê



Depois de um longo e tenebroso inverno ( longo sim, mas nem um pouco tenebroso ...), volto ao blog pra falar um pouco sobre o processo de criação no ateliê. Esse processo pode ser longo, durando meses, numa "conversa" diária com a peça, ou  termendamente rápido , e  com apenas algumas "insições" com a esteca, a peça está pronta. Dependendo do que se quer e do "momento" que vivemos, tudo pode acontecer. Por isso é importante cultivarmos o olhar, o hábito de observação e principalmente a paciência, essa que me é tão cara...
Tem sido uma experiência importante pra mim nestes últimos meses  dar atenção à minúcia, ao detalhe, e ter a oportunidade de ir construindo a peça, conversando com ela, modificando a cada semana a sua expressão e o que se quer transmitir, com o olhar, com o gestual,  com o próprio tema que a peça encerra...


A foto acima mostra a peça em sua fase inicial e o quanto foi mudando de expressão e sendo, obviamente , corrigida. A fase de detalhamento apenas começou e prometo postar a continuidade dela, conforme for se modificando. Essa é a fase mais gostosa pra todo escultor, pois é  aqui que podemos "viajar" e  nos expressar livremente.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

o Ateliê Angelus Amy

O Ateliê

Ateliê, ou estúdio de arte, tem que ser um lugar agradável, descolado e iluminado. No Anguelus Amy, você encontra todas essas qualidades. Pra mim é um lugar sagrado, onde eu posso trabalhar e idealizar projetos, feliz e em paz comigo mesma.





quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um pouco do Meu trabalho.....

Segue abaixo algumas fotos de trabalhos, que venho desenvolvendo ao longo desses últimos anos. Essas peças estão à venda e se alguém se interessar, basta entrar em contato pelo email ou telefone, que estão no cabeçalho do Blog. 

SÃO FRANCISCO
(Escultura em resina e pó de mármore branco. Dimensões: 20x24x15 cm)



UNICÓRNIO
(Escultura em Alumínio. Dimensões: 20x15x15 cm)


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Reflexões sobre a Páscoa

Na Páscoa, assim como em todas as festas religiosas, eu fico refletindo em qual é , pra mim hoje, a melhor maneira de me concetar com a energia Crística.
Tenho familiares que são super católicos e não perdem uma missa, até outros que nem se preocupam com nada a não ser comprar e comer ovos de páscoa. Nada contra!!! Cada um é cada um!!!
Mas essa foi uma questão com a qual me deparei nas vésperas dos "dias santos" : como me ligar à energia do Cristo???
Embora tenha sido educada num ambiente católico (fui batizada e fiz a primeira comunhão), meus pais nunca foram à igreja Mas minha jornada espiritual , sempre me levou a, de alguma forma, pensar no Cristo e na possibilidade de viver em mundo melhor onde as pessoas fossem felizes e menos preconceituosas...Aliás tenho pensado muito sobre o preconceito, esse cancêr que destroi nossa sociedade, e o cuidado que temos que ter em não nos tornarmos preconceituosos. Afinal de contas, O Mestre foi quem mais compreeendeu e aceitou as diferenças...
Cheguei a pensar em assistir uma missa, mas acabei desistindo, porque nestes dias as pessoas gostam muito de lembrar do sofrimento de Jesus e eu não estava  muito propensa a me ligar na dor e no martírio. Então resolví me aquietar as 15 hs (uma hora marcada) e me ligar ao Cristo, em verdade, trazendo no coração o profundo reconhecimento do que Ele representou na Terra, principalmente, na alegria e no amor que Ele emanou, quando passou por aqui. Então, subtamente, uma energia me envolveu  uma voz interna surgiu no meu pensamento e  me disse:
"As pessoas ficam esperando que o Cristo desca dos céus puxado por uma carruagem de anjos, pronto para salvar-lhes a vida de todo o pecado, mas se esqueçem que Eu já estou presente dentro do coração de cada ser vivo deste planeta. O único problema é que Minha energia não pode ser contida. Para que Eu me apresente é necessário que as portas do coração estejam sempre abertas, pois, caso contrário, Minha energia não tem pra onde se expandir e se torna destrutiva. Por isso o grande trabalho da humanidade hoje é abrir  o coração, para que a  semente que EU SOU, que habita o coração de todos, possa finalmente, germinar, crescer e florescer, tal como uma rosa no verão. Este é um trabalho árduo e pessoal, que não se faz da noite pro dia, simplesmente porque entupimos nossa casa ( nosso coração) com muita mobilia ( angústia, ressentimentos, raiva, culpa, rancor...).
Enquanto a humanidade não se der conta do tesuro escondido dentro de sí, Eu estarei aqui, lembrando o quanto são amados, o quanto são protegidos e honrados por mim e por Meu Pai."
Acho que não preciso dizer o quanto me sentí "embalada" pelo amor do Cristo e quanto foi importante esse momento pra mim!!! Por isso resolví compartilhar e dizer que não há melhor lugar pra se estar com Ele, do que dentro de nós mesmos!!!
Com amor,
Celuta

MANEIRISMO





Foi um estilo e um movimento artístico que se desenvolveu na
Europa aproximadamente entre 1515 e 1600 como uma revisão dos valores clássicos e naturalistas prestigiados pelo Humanismo renascentista e cristalizados na Alta Renascença. O Maneirismo é mais estudado em suas manifestações na pintura, escultura e arquitetura da Itália, onde se originou, mas teve impacto também sobre as outras artes e influenciou a cultura de praticamente todas as nações européias, deixando traços até nas suas colônias da América e no Oriente.


Caracterizou-se pela deliberada sofisticação intelectualista, pela valorização da originalidade e das interpretações individuais, pelo dinamismo e complexidade de suas formas, e pelo artificialismo no tratamento dos seus temas, a fim de se conseguir maior emoção, elegância, poder ou tensão. É marcado pela contradição e o conflito e assumiu, na vasta área em que se manifestou, variadas feições.


O ambiente que deu origem ao Maneirismo foi marcado por profundas mudanças na
economia, na política, na cultura e na religião. Na política a invasão da Itália pela França, Alemanha e Espanha entre o fim do século XV e o início do século XVI levou a uma radical alteração no equilíbrio de forças do continente, culminando no Saque de Roma em 1527, que provocou um imenso choque pela terrível devastação cultural que causou , e um grande espanto, até para os padrões culturais da época, levando à uma fuga de artistas e intelectuais para outras paragens. Carlos V tinha a Itália completamente em suas mãos e não se submetia às intrigas do Papa.Neste período Maquiavel sintetiza em seu O Príncipe, publicado em 1532, as práticas políticas correntes, legitimando o uso da força para controle dos súditos e pregando uma moral dupla e um pragmatismo frio e inescrupuloso na administração pública, obra que teve enorme repercussão em sua época e cujo realismo político influiu até mesmo na condução do Concílio de Trento. Maquiavel foi o primeiro a desenvolver a teoria e o programa do realismo político; na sua obra encontra-se a chave de toda a concepção de mundo do maneirismo.A agitação da Reforma Protestante pôs um fim à primazia do Catolicismo e do Papado, mas logo em seguida nasceu a Contra-Reforma, numa tentativa de refrear a evasão de fiéis para o lado Protestante e a perda de influência política da Igreja, ao mesmo tempo tentando moralizar os hábitos corruptos e materialistas do clero, estabelecendo uma nova abordagem do conceito de Deus e alterando a atmosfera de relativa liberdade de pensamento da fase anterior para uma de dúvida, ceticismo, austeridade e medo, com o aparecimento de várias seitas de revivalismo religioso e filosofias contestadoras, e a eclosão de guerras religiosas.


Em 1530, Florença também se tornou presa do exército hispâno-germânico. As pretubações revolucionárias que se deram em Florença, depois do saque de Roma ( 1527),e que levaram a expulsão de Médici, fez com que o Papa tomasse a decisão de entrar em um acordo com o Imperador. Em Florença, os Espanhois governavam através de Médicis, em Ferrara, através de Este, e em Mântua através de Gonzaga. A maneira de viver, o código moral a etiqueta e a elegância espanhola reinavam nos centros artísticos da Italia, mas, culturalmente,a arte italiana manteve-se fiel aos valores artísticos, que eram mais adiantados que seus invasores.


Na
economia, a abertura de novas rotas comerciais em vista das grandes navegações, deixou a Itália fora do centro do comércio internacional, deslocando o eixo econômico para as nações do oeste europeu. Portugal e Espanha erguiam-se como as novas potências navais, acompanhados pela França, Inglaterra e Países Baixos. O ouro e outras riquezas das colônias americanas, africanas e asiáticas afluíam para eles em uma quantidade inaudita, e sustentavam a sua ascensão política. Nos meios de produção surge a industrialização em larga escala, e as oficinas e manufaturas se fundem em companhias cada vez mais poderosas que auferem lucros fantásticos e são dirigidas por capitalistas que separam o comércio e a produção das operações financeiras puramente especulativas, para onde se desloca o peso maior da economia. As atividades primárias declinam em prestígio, as classes mais baixas perdem toda a segurança e, como esse contexto é instável, ocorrem bancarrotas nacionais na França (1557) e Espanha (1557 e 1575), com conseqüências sérias para grandes massas da população.







Michelangelo: O Juízo Final, 1534-41. Capela Sistina


Em face a tantas e tão drásticas mudanças, a cultura italiana não obstante conseguiu manter seu prestígio internacional, e o espoliamento de bens que a Itália sofreu pelas grandes potências no fundo serviu também para disseminar sua influência para os mais afastados recantos do continente. Mas a atmosfera cultural reinante já era completamente outra. A convocação do Concilio de Trento (“nascimento do pudor”-1545 a 1563) levou ao fim a liberdade nas relações entre Igreja e arte, a teologia assume o controle e impõe restrições às excentricidades maneiristas em busca de uma recuperação do decoro, de uma maior compreensibilidade da arte pelo povo e de uma homogeneização do estilo, e desde então tudo devia ser submetido de antemão ao crivo dos censores, desde o tema, a forma de tratamento e até mesmo a escolha das cores e dos gestos dos personagens. Veronese é chamado pela Inquisição para justificar a presença de atores e bufões em sua Ceia em casa de Levi, os nus do Juízo Final de Michelangelo têm suas partes pudendas repintadas e cobertas de panos, e Vasari já se sente inseguro de trabalhar sem a presença de um dominicano ao seu lado. Apesar disso, a arte em si não foi posta em questão, e as novas regras se dirigiam mormente ao campo sacro, deixando o profano relativamente livre. De fato, antes do que suprimir a arte, a Igreja Católica a usou maciçamente para propagar a fé em sua nova formulação e estimular a piedade nos devotos, e ainda mais como um sinal distintivo em relação aos Protestantes, já que Lutero não via qualquer arte com bons olhos e condenava as representações sagradas como idolatria. Variantes do Luteranismo como o Calvinismo foram ainda mais rigorosas em sua aversão à arte sacra, dando origem a episódios de iconoclastia.






Rafael: As núpcias da Virgem Maria, 1504. Uma obra típica da Alta Renascença. Pinacoteca de Brera


O resultado disso tudo foi um grande conflito espiritual e estético, tão bem expresso pela arte ambivalente, polimorfa e agitada do período: se por um lado a tradição clássica, secular e pagã, não podia ser ignorada e continuava viva, por outro a nova idéia de religião e suas conseqüências para a sociedade como um todo destruiu a autoconfiança e o prestígio dos artistas como criadores independentes e autoconscientes, que foram conquistados a duras penas havia tão pouco tempo, e também revolucionou toda a estrutura antiga de relações entre o artista , os seus patronos e o seu público, sem haver ainda um substituto consolidado, tranqüilo e consensual. A saída para uns foi se encaminhar para o puro esteticismo, para outros foi a fuga e o abandono da arte, para outros foi a aceitação simples do conflito como não resolvido, deixando-o visível em sua produção, e é nesse conflito entre a consciência individual do artista e as forças externas que demandam atitudes pré-estabelecidas que o Maneirismo aparece como o primeiro estilo de arte moderna e o primeiro a levantar a questão epistemológica na arte. A pressão deve ter sido imensa, pois, como diz Arnald Hauser, "Despedaçados por um lado pela força e por outro pela liberdade, (os artistas) ficaram sem defesa contra o caos que ameaçava destruir toda ordem do mundo intelectual. Neles encontramos, pela primeira vez, o artista moderno, com o seu interior, o seu gosto pela vida e pela fuga, o seu tradicionalismo e a sua rebelião, o seu subjetivismo exibicionista e a reserva com que tenta readquirir o último segredo de sua personalidade. De então em diante, o número de maníacos, excêntricos e psicopatas, entre os artistas, aumenta de dia para dia".


Coube à nossa época compreender a natureza criadora deste estilo e reconhecer na imitação do estilo clássico, uma forma de preencher um vazio espiritual. O mundo encontrava-se em plena etapa de transformação,onde o velho é ultrapassado e o novo é algo ainda desconhecido...Assim, como tudo era incerto, a subjetividade ganhou espaço na arte e o artista passa a se preocupar não só com os métodos, mas também com os fins. O Maneirismo é o primeiro estilo moderno, o primeiro a se preocupar com um problema cultural e que considera as relações entre a tradição e a inovação, como um problema a ser resolvido por meios racionais.(A. Hauser- História Social da Literatura e da Arte- pg. 474). Surge uma tensão entre forma e conteúdo, entre beleza e expressão. Há também um quebra de estrutra espacial, com vários valores e diferentes possibilidades de movimento.


A grande dificuldade de se definir o maneirismo em um conceito único é que ele não se confina a um período histórico determinado e particular. Ele mistura-se com tendências barrocas e já apareçe nas últimas obras de Rafael e de Miguel Angelo. Nessas obras apareçem traços expressionistas do barroco e aspectos surrealistas e intelectualistas do maneirismo.











( Fonte: Wikipédia e A. Hauser- História Social da Literatura e da Arte)




segunda-feira, 28 de março de 2011

O que fazer com os potes de sorvete que você tomou no verão!!!!

Tomou muito sorvete no verão???  E não sabe o que fazer com aquele monte de pote plástico, que tem pena de jogar no lixo pra sujar a natureza??? Eis aqui uma sugestão:

Aproveite os potes pra plantar salsinha e cebolinha, que ficam um arraso!!!



Raspe a tinta do pote com um estilete ( pois tudo agora é pintado; não existe mais papel na embalagem!!!) e cole um imagem daqueles guardanapos bem bonitos, com cola branca. "Desfolhe" o guardanapo, pra ficar apenas com a parte pintada, na hora de ser colada. Tem sempre a parte branca do guardanapo, que você não vai utilizar neste caso.Use um pincel pra ajudar a esticar, sempre do meio da figura pra fora. Depois de secar, você pode passar goma laca ecológica ( a transparente) pra dar acabamento e impermeabilizar.



Quanto aos 5 kg que você engordou ( eu espero que não tenha sido tudo isso!!): 1 hora de caminhada todos os dias!!!  Emagrece mesmo!!!
Boa Sorte.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Mais trabalhos da aula de Modelagem Livre

A modelagem abriu portas e novas técnicas foram experimentadas  por alguns alunos. Manusear outros materiais  ficaram mais fáceis e é muito prazeroso  pra mim  relatar aqui,  que acompanhei este processo  passo a passo, como o contato com a arte, de maneira livre e expontânea, pode proporcionar para as pessoas novas experiências e  possibilidades. Embora se trate de um momento para manusear o barro, uma aluna, Aline Resende, mostrou o interesse em pintar uma rosa de mdf durante a aula e foi sugerido a ela que a mesma fosse colada em uma tela. Foram trabalhadas as bordas e sentidas as diferenças no manuseio da tinta em superfícies diferentes, a dificuldade da absorção da tinta em materias porosos e o uso de pincel. Como você pode ver,  o resultado fez tanto sucesso, que levou a aluna a produzir  mais telas para parentes e amigos. Este é o resultado do lema do Ateliê: - Deu vontade??? Faça!!! Aqui é proibido proibir !!!


Aqui, vemos uma peça da Aline, ainda no barro. Esta peça hoje se encontra em processo de confecção de molde, e será feita em resina e pó de marmore branco. A proposta era trabalhar côncavos e convexos.



E outra peça, ainda no processo de modelagem.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O TRABALHO DE MODELAGEM LIVRE

Hoje vamos falar um pouco sobre o trabalho que venho desenvolvendo há quase um ano dentro de Ateliês. Ele nasceu da necessidade de adaptar o trabalho de escultura, que é muito técnico, às pessoas que buscam na arte o prazer, o relaxamento e a feliz descoberta de novas potencialidades. Existe um conceito, que a meu ver é errôneo, de que a arte é para poucos. Adquirir e produzir arte deve ser para todos, sim! Ela amplia o universo pessoal, proporciona conhecimento através da possibilidade do  uso de novos materiais e, principalmente, quando bem trabalhada e orientada, trás felicidade.
Dentro do curso de modelagem livre, costumo dizer para meus alunos que eles estão ali para serem felizes! Portanto, tudo deve ser permitido quanto ao uso de técnicas e matérias diferentes. Para isso o aluno deve se despir de pré-conceitos, tais como:  não sei fazer; não consigo; não vai dar certo e se abrir para explorar sensações e  para o “deixar fluir”.
Abaixo estão inseridas fotos do primeiro trabalho da aluna Daniela Mac Dowell, que partiu de um desenho bidimensional e construiu essa maravilhosa peça. Como pode ser visto nas imagens, ela teve a oportunidade de experimentar diferentes possibilidades, tal como a de colocar crina nos cavalos e optar por retirá-las posteriormente. Além disso, trabalhou e vivenciou conceitos de composição e obteve noções dos trabalhos em bronze e resina. O resultado foi  levado para a FUNDIART - Fundição Artística Ltda. -  em Piracicaba, do Sr. Euclides Baraldi , onde o Alexandre Eduardo Valverde, confeccionou a fôrma e  a peça foi feita em resina preta.


A experimentação com as crinas...







O resultado final.


A Daniela também quis fazer umas formigas em bronze para colocar no jardim. A peça está  indo para a  fundição.





Em breve mostrarei  trabalhos de outros alunos. Aguarde!!!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Benvenuto Cellini

Benvenuto Cellini nasceu em Florença, Itália, em 1500 e morreu em 1571. Foi um grande admirador do trabalho artístico de seu conterrâneo, Michelangelo, embora fosse também um crítico fervoroso. Quando a escultura em mármore- Davi - que elevou Michelangelo à categoria dos grandes mestres da arte, ficou pronta, Cellini tinha apenas um ano. Vivia-se então a Renascença e o todo o vigor do Classicismo.
É importante lembrar, que a Itália e particularmente Florença, tem fundamental importância no surgimento do Classicismo da Renascença. A primitiva Renascença é um movimento essencialemente italiano. A nova cultura artística surge primeiro  na Itália, por esta manter-se a frente de toda organização econômico-cultural da época. É da Itália que ressurge o Classicismo, em contraposição ao gótico da Idade Média. Reaparece em Florença, uma nova concepção de cultura e de valores; surge o mercantilismo e a grande força geradora da arte: os déspotas. A arte, a partir de então, já não está  mais atrelada única e exclusivamente à Igreja e aos valores morais cristãos, mas pelo contrário, ao paganismo da cultura clássica e à vaidade das famílias de Florença. A Itália torna-se o centro precursor do Classicismo, pois manteve a tradição da antiguidade clássica, que nunca se perdeu naquele país.O Classicismo é reassimilado intensamente na Itália , como tentativa  de negar pressupostos políticos, sociais e econônimcos da Idade Média. para que o novo surja, é preciso destruir o velho. Cellini vive toda essa fase de transição, vive a Renascença; quando todo o desenvolvimento da arte se torna um processo de total racionalização.

Cellini achava muito mais fácil esculpir em mármore do que preparar uma escultura em bronze. As dificuldades encontradas para a fundição de esculturas em bronze surgiram ainda no Trecento, quando um fundidor foi trazido de Veneza para fundir as portas do Batistério, feitas por Ghiberti, que acabou criando uma escola de bronzistas em Florença. Essa escola existiu por meio século (1403-1452) e formou, entre outros artistas, Donatello.


Por ter sido a acusado de assassinar um ourives rival, Cellini viveu muito tempo fora da Itália. Quando voltou à Florença, teve que redescobrir toda uma técnica de fundição, pois já não havia um artista que mantivesse esse conhecimento vivo. A partir daí, ele inovou através de pesquisa em modelos de cera e em pequenos modelos fundidos. Escreveu então o Tratado sobre a escultura, onde relata todas as dificuldades vividas na execução de sua única escultura em bronze Perseu e a cabeça da Medusa (1545-54), considerada uma obra prima.

 Em seu Tratado, Cellini demonstra sua preocupação com a multifacialidade das esculturas. A partir desta abordagem, vem a crítica ao trabalho em mármore, particularmene quanto à concepção de Michelangelo, que acreditava que um artista jamais poderia tirar formas de um bloco de pedra que fossem pré-concebidas. A pedra, segundo Michelangelo já continha as formas. Para Cellini, no entanto, o artista deveria ditar as formas da escultura , mostrando uma preocupação com os diversos angulos de observação. Essa nova visão foi precursora do Maneirismo, movimento artístico no qual a escultura com muitas vistas de igual valor, tornou-se moda. Uma obra que serve de exemplo é O Rapto das Sabinas (1579-83), de Giovanni Bologna.


Pra finalizar, Cellini, embora tenha feito pouquíssimas esculturas ( seu trabalho mais conhecido é na ourivesaria) foi importante para o desenvolvimento desta arte fundamental. A partir dele outros artistas ousaram inovar, utilizando vários blocos de mármore na confecção de suas obras e possibilitando uma nova interação entre a obra o e observador. Foi através de seu trabalho e suas pesquisas que a tradição do trabalho em bronze conseguiu manter-se viva em Florença por mais 150 anos, abrindo um novo cenário de possibilidades para as gerações futuras de escultores e para a História da Arte.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Um pouco sobre escultura em Bronze

Este blog tem por finalidade divulgar a escultura, em especial a escultura em bronze e seu processo de modelagem.Aqui vai um texto, que explica em poucas palavras como se dá esse  processo.

O Bronze é uma liga metálica  constituída aproximadamente de 85% de cobre, 10% de estanho e chumbo que se expande quando resfria, assim sendo um metal ideal para a confecção de esculturas modeladas em barro, da qual se faz um molde.
Egipcios, gregos e romanos foram hábeis fundidores em bronze. Os gregos, especialmente, fizeram muitas esculturas em bronze em tamanho natural, que se encontram hoje nos museus gregos e em todo o mundo. Os romanos imortalizaram seus imperadores, mas  é a partir da Renascença que as estátuas de bronze começam a ganhar refinamento e tamanho. Benvenutto Cellini, Donatello, Leonardo e tantos outros, são alguns exemplos de escultores que dominaram não só a escultura em bronze, como o mármore, a pintura e o desenho.
A resistência e a ductibilidade do bronze são vantajosas quando se querem criar grandes figuras em ação, especialmente em relação ao mármore ou à cerâmica. Reforços estruturais internos podem ser facilmente adicionados sem prejuízo do refinamento externo.
A possibilidade de reutilização do molde permite também que a mesma idéia esteja presente em locais diferentes, como se dá com inúmeras obras de Rodin, presente em vários museus do mundo. Muitas esculturas de bronze também resistiram a choques que teriam pulverizado obras de cerâmica ou mármore.
O método mais utilizado no processo de fundir em bronze é o método de cera perdida, onde o artista começa fazendo um modelo da obra em argila. Aplicam então uma camada interna de cera no molde, como se fosse a casca de uma laranja, que será substituída pelo metal, na hora da fundição, daí o nome do processo. Reforços estruturais são adicionados aumentando a camada de cera em alguns pontos ou colocando-se pedaços do mesmo material. Preenchem então o espaço interior restante no molde para não gastar muito bronze e deixar a peça mais leve.
O conjunto do molde é então reforçado externamente para que não se rompa durante a fundição. Verte-se então o metal fundido, cuidando de deixar um caminho por onde saia a cera derretida.
Após um período de resfriamento, desmoldagem e correção de pequenos defeitos de fundição , a peça vai ao acabamento final.
Após o polimento aplicam materiais corrosivos para oxidar a peça e formar uma pátina que protege e da a cor final da obra, ao gosto do artista.

O proximo texto será sobre o escultor Benvenuto Cellini. Aguarde!