O Bronze é uma liga metálica constituída aproximadamente de 85% de cobre, 10% de estanho e chumbo que se expande quando resfria, assim sendo um metal ideal para a confecção de esculturas modeladas em barro, da qual se faz um molde.
Egipcios, gregos e romanos foram hábeis fundidores em bronze. Os gregos, especialmente, fizeram muitas esculturas em bronze em tamanho natural, que se encontram hoje nos museus gregos e em todo o mundo. Os romanos imortalizaram seus imperadores, mas é a partir da Renascença que as estátuas de bronze começam a ganhar refinamento e tamanho. Benvenutto Cellini, Donatello, Leonardo e tantos outros, são alguns exemplos de escultores que dominaram não só a escultura em bronze, como o mármore, a pintura e o desenho.
A resistência e a ductibilidade do bronze são vantajosas quando se querem criar grandes figuras em ação, especialmente em relação ao mármore ou à cerâmica. Reforços estruturais internos podem ser facilmente adicionados sem prejuízo do refinamento externo.A possibilidade de reutilização do molde permite também que a mesma idéia esteja presente em locais diferentes, como se dá com inúmeras obras de Rodin, presente em vários museus do mundo. Muitas esculturas de bronze também resistiram a choques que teriam pulverizado obras de cerâmica ou mármore.
O método mais utilizado no processo de fundir em bronze é o método de cera perdida, onde o artista começa fazendo um modelo da obra em argila. Aplicam então uma camada interna de cera no molde, como se fosse a casca de uma laranja, que será substituída pelo metal, na hora da fundição, daí o nome do processo. Reforços estruturais são adicionados aumentando a camada de cera em alguns pontos ou colocando-se pedaços do mesmo material. Preenchem então o espaço interior restante no molde para não gastar muito bronze e deixar a peça mais leve.
O conjunto do molde é então reforçado externamente para que não se rompa durante a fundição. Verte-se então o metal fundido, cuidando de deixar um caminho por onde saia a cera derretida.
Após um período de resfriamento, desmoldagem e correção de pequenos defeitos de fundição , a peça vai ao acabamento final.
Após o polimento aplicam materiais corrosivos para oxidar a peça e formar uma pátina que protege e da a cor final da obra, ao gosto do artista.
O proximo texto será sobre o escultor Benvenuto Cellini. Aguarde!
Nenhum comentário:
Postar um comentário